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“ Dançar é cousa que se demanda à
ledice que os homens hão”
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D. João I
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Com o advento do Renascimento, a dança de corte adquire um
estatuto de grande importância por realçar a representação do
poder. A aparição da corte, em cortejos e festas, liga-se a
rituais de postura e etiqueta, numa época em que a elegância é
ordenada e regulamentada com severas e rigorosas pragmáticas
quanto aos trajes.
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A dança é igualmente
regulamentada e ensinada aos nobres para permitir uma execução
correcta.
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Os Mestres
de Dança integram os séquitos dos príncipes e as mesmas danças
tornam-se conhecidas e dançadas em todas as cortes europeias.
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Sabemos que
em Portugal, principalmente a partir de D. Afonso V a dança
rodeia-se de grande aparato cénico - coreográfico , no que
eram empregues consideráveis somas de dinheiro. São inúmeras
as fontes que aludem a serões dançantes e bailes
e Gil Vicente refere, nas suas tragicomédias e farsas,
diferentes formas de dança – pavana rica, galharda, tordião,
mourisca, folia,- além de sugerir “ ... novas e
originais danças”
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Os tratados
europeus de dança da época referem, frequentemente, a BASSE
DANCE, magestosa e lenta, como a Pavana e a HAUTE DANCE
saltitada e alegre, como a Galharda e a Volta, influenciadas
pelas danças do povo.
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Os
passos são simples, mas as coreografias são geométricas e, por
vezes, complexas, formadas por sequências sucessivas
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Seminários:
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Preparar
e participar em Seminários para divulgar a História da Dança
tem sido um incentivo à pesquisa histórica, troca de saberes e
formação para todos os elementos da Associação Danças com
História.
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Os Seminários que a Associação promove
visam, numa abordagem coloquial, sensibilizar para a história
da dança e de alguns aspectos relacionados com a
sociabilidade, o convívio e as distracções na
Idade Média (sec XI a XV) e na Renascença, destacando-se os
conteúdos seguinte: